Desculpe-me por ter te olhado como a parte boa de tudo;
Desculpa por ter dedicado meu tempo e atenção;
Perdão por ter gostado de você ao ponto de questionar tanta coisa;
Desculpa por ligar para dizer boa noite e saber se estava bem;
Para perguntar sobre seu dia e o que te fazia feliz.
Desculpa por ser sua companhia e te fazer rir;
Desculpa por me preocupar;
Por te notar, por te valorizar;
Desculpa por segurar seus problemas com as duas mãos;
Por reservar meus ouvidos e coração a você.
Desculpas, mil desculpas;
Elas são pra mim, são para meu coração;
São para meu ego que eu mesmo feri;
Por ser idiota e abrigar perto de mim que não merecia;
Pois porcos não reconhecem perolas;
Eu me joguei no seu chiqueiro sentimental;
Não me importo com que acredita;
Apenas saiba que teve tempo demais a meu lado...
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Desculpas
Postado por Ceifores às 00:08 0 comentários
sexta-feira, 2 de março de 2012
Todos os últimos anos de nossas vidas
Fazemos a contagem regressiva para nosso recomeço
Mais uma vez termos que morrer sem deixar de existir
Romper o laço entre esse e aquele tempo
Destacá-lo como um bilhete de cinema
Nos livrar dos pecados do ultimo ano
Para repetir os erros entre uma, ou duas boas escolhas.
Feliz dois mil e algo
Bem vindo à nova chance
Hoje o banquete será farto
Caminhos a mesa, pegue um prato e escolha o seu.
Nutra-se de boas idéias
Faça todas as promessas que vem repetindo a anos
Não se culpe, pois alguns votos são eternos
Simplesmente por serem falsos
Empolgue-se, seja otimista
Veja a vida como um roteiro é para um astro
Viva esse ano como o melhor papel de sua vida
Feliz dois mil e algo
Bem vindo ao novo tempo
Hoje e talvez amanhã falaremos de mudança
Caminhos em circulo e promessas de ontem
Quando estiver farto de ouvir que tudo ira mudar
Quando sentir vontade de explodir idéias junto a pólvora dos fogos de artifício
Teremos então finalmente te cansado com nossos votos recíprocos
Pois mais que um belo pedido de paz pelo coletivo
Pulamos as ondas e contamos as sementes, pois tememos pela morte de nossos sonhos
Por que eles são as únicas coisas que não morrerão meia noite
Postado por Ceifores às 18:31 0 comentários
Tinta e tempo
Te olho pela janela como um jovem apaixonado devora um livro
A espera que seu caminhar torne-se trama de um conto Lispectoriano
A sombra das arvores passeiam tranqüilas as folhas deslocadas pelo vento
São como os pensamentos se movendo brevemente descoordenados em um balé ocidental
No compasso em que aprendo a conjurar as palavras proibidas aos sós
“Amour, passion, le bonheur”
A qualquer custo preciso ler os seus olhos
Para dar o próximo passo, para enfim respirar
Mesmo que a regra geral não seja final feliz para romances como o nosso
Vale a pena ferir a lógica literária em vigor
Quem sabe na pior das hipóteses vitimar a moral da historia
Pois como todos sabemos
A ficção carece de sentido, mas a vida real nem tanto
Peço por algo mais contemporânea
Se fosse um quadro nem de longe um busto a óleo renascentista
Tão pouco o abstrato, disforme e sugestivo
Quem sabe uma gravura em tons de cinza
Com traços fortes a compensar a monocrômica
Toda arte esta no traçado de nossas escolhas
Riscar o tempo como demarcações em uma tela em branca
Tornar a própria vida uma criação original
Onde a melhor parte 'e fazer tudo parecer obra do destino
Postado por Ceifores às 18:28 1 comentários
Monitor cardíaco
Tudo que eu queria era ver seu coração despedaçar
Como eu e aquela taça quando despencamos do quinto andar
Pena que eu não sinta nada, pena que não te vi partir
Agora parem as maquinas, cortem o fluxo, as desliguem de mim
Fechem o oxigênio, me “desentubem”
Não permitam que as bombas continuem a filtrar meu sangue
Não tentem salvar o meu corpo dos louros que a morte me prometeu
A todas as pessoas que me prometeram o próprio coração
Essa seria uma boa hora de pagar, assim se manteriam idôneas,
Mesmo que menos integras, mesmo que menos vivas
Veja como as enfermeiras me adoram, me drogando e cantando para que eu durma
São mais atenciosas que a minha própria mãe
Que dorme insensível ao silencio que me tortura neste quarto finito
Sentada na mesma poltrona como a rainha das próprias decepções
Respirando lento, apenas se mexendo para completar o ciclo
Aspirando minha dor, transpirando o seu desprezo
Torço para que um dia de manhã ela já não se mova
E coloquem alguém amável em seu lugar.
Todos os dias a mesma batida, picos e depressões no monitor
Se tudo se tornar apenas uma linha horizontal perfeita
Eu então de uma vez por todas poderei descansar
Pois estou consciente que não podem me ouvir
Não é como os filmes de ficção, eu não consigo caminhar por ai
Mas ouço e vejo, mesmo que nem os olhos consiga mover
Seu no meu lugar pudesse pedir algo aos médicos
Acho que não seria diferente do que eu desejo
Desejaria morrer só para não ter que ouvi-los discutir eutanásia perto de você
O tempo passa, a tarde caminha para o fim
Enquanto penso, reflito
Amanhã será sábado e se eu não morrer
Todos virão, com aquelas flores e lagrimas
Uma vez derramadas, impossíveis de reverter
Ao meio dia virão me ver e nem assim perceberão
Que não só agora, não só ao redor dessa cama
Ou talvez amanhã em volta de uma lápide, mas durante todo tempo que vivi
Fui velado diariamente por todos ao redor.
Postado por Ceifores às 18:24 0 comentários
sábado, 4 de fevereiro de 2012
1, 2, 3... Eu te amo
[...Um dia feliz com cara de uma da inteira
De certa forma existe uma nova dimensão as coisas
Tudo que é tão pequeno, por sorte de exceção ganha sua relevância
Algo tão simplório como desejar ouvir de uma unica pessoa
Três palavras que mudariam sua existência...]
Postado por Ceifores às 20:37 0 comentários
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Bones in the room
Um pedaço de concreto e poucas palavras para te descrever
Bem você pode dormir em um caixão, mas seu passado não está integralmente com você
Eu venho carregando suas lembranças como a melhor parte de mim
Sou um diário, sua biografia não autorizada que parou de ser escrita naquele dia seis
Foram três anos difíceis e isso é um coração, eu não deveria sentir algo?
Não te culpo ter partido, pois todos sabemos que também morri naquela noite.
Tenho medo de viver para sempre sem você
Tenho medo de morrer e não te encontrar
Você quebrou sua promessa
Eu deveria te odiar
Eu partiria também se tivesse a certeza de te encontrar do outro lado
Mas sabe, fiz algumas coisas boas na vida e talvez Deus me queira no céu
Seria uma tremenda má sorte terminar na direção oposta a você
No entanto pensamos em fazer um tributo
Mas acho que estamos fazendo errado. Eu e nossos amigos
Pois brindamos com vinho, quando deveríamos mesmo é beber suco de Beladona
Tenho medo de viver para sempre sem você
Tenho medo de morrer e não te encontrar
Você quebrou sua promessa
Eu deveria te odiar
As pessoas te deixam flores, parecem ter esquecido que você detestava rosas
Sei que preferiria livros se pudesse ler, ou uma fotografia em preto e branco de um bosque
Eu tiraria uma, mas já tenho outras lembras a reviver, lugares a ir
Como visitar aquele banco de madeira embaixo da arvore na avenida
Jogar pedras no lago ao mesmo tempo em que desejo
Afundar com uma delas para bem fundo na escuridão
Tenho medo de viver para sempre sem você
Tenho medo de morrer e não te encontrar
Você quebrou sua promessa
Eu deveria te odiar
Postado por Ceifores às 23:15 0 comentários
domingo, 4 de dezembro de 2011
I killed the Christmas spirit
Sorria!
Esse é um mais um baile de mascaras
Como todo o resto da vida
Portanto não seja tão filosofal
Esqueça os atos de Hamlet
Pragueje Shakespeare
Pelas perolas do “Ser ou não ser”
E mais essa duvida corroendo
Vista sua toca e se encha de vinho.
Eu matei o espírito natalino em mim
Por que não suportava ouvir aqueles sinos
Sorrisos abertos e comovidos
Tão menos sinceros
Quanto os votos de matrimonio
De Barrymore e Green
Belas fachadas para sobrados ruídos
Mamãe nunca me contou histórias
Nem assou biscoitos de gengibre
Mas parecia sentir paz
Nas noites que piscavam as lâmpadas
Da nossa menosprezível arvore de plástico
Eu matei o espírito natalino em mim
Por que não suportava ouvir aqueles cantos
Gemidos de frio e fome nos becos
Peru dourado e pêssegos frescos
25 o novo numero da besta
A fera hipócrita que criamos
A luz da lareira.
Marcamos nossa porta com um arranjo
Forjando a idéia que éramos uma família
Velando pela esperança de alguma
Senhora rica da região dos sobrados
Em uma dessas buscas de redenção aos pecados
Em uma dessas buscas de redenção aos pecados
Em uma das suas visitas ao salão
Passasse no mercado e nos comprasse
Uma cesta de mantimentos
Obrigado senhor por ter mandado o Salvador
Obrigado por ter nos criado
Pelo livre arbítrio e a chance de existir
Apesar de que, eu não esteja certo,
A primeira questão
Por que se tudo surgiu de ti
Você pode ser o pai do bom garoto,
Mas também o criador do malvado
Por fim, obrigado por me deixar
Participar da sua ceia de caos e perfeição
Postado por Ceifores às 18:46 1 comentários
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